arquitetura
Atuo principalmente com expografia e cenografia, desenvolvendo projetos que articulam espaço, narrativa e experiência. Meu trabalho envolve pensar percursos, relações entre obra e público e a construção de atmosferas a partir de materiais, luz e estrutura. Paralelamente, minha formação em arquitetura e urbanismo amplia esse olhar, trazendo repertório técnico e crítico para compreender o espaço em diferentes escalas, do detalhe construtivo ao contexto urbano.
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A participação no desenvolvimento do layout da Galeria MITS para a SP–Arte foi uma experiência que ampliou minha compreensão sobre a relação entre espaço, curadoria e circulação de público. O processo envolveu a organização das obras dentro do estande, considerando aspectos como visibilidade, hierarquia visual, diálogo entre os trabalhos e a experiência do visitante ao percorrer o espaço.
Durante a elaboração do layout, foi necessário equilibrar questões práticas e conceituais. Cada decisão sobre posicionamento das obras influenciava a leitura da exposição como um todo, exigindo constantes ajustes para garantir uma composição coerente e fluida. Além da distribuição física dos trabalhos, foram considerados fatores como distâncias de observação, enquadramentos visuais, pontos de atração e a relação entre diferentes linguagens artísticas presentes no acervo.
A experiência também evidenciou a importância do desenho espacial como ferramenta curatorial. O layout não funcionava apenas como um suporte para exposição das obras, mas como um elemento ativo na construção da narrativa proposta pela galeria. A circulação dos visitantes, os momentos de aproximação e afastamento das peças e as perspectivas criadas dentro do estande passaram a ser entendidos como parte integrante da experiência expositiva.
Participar desse processo permitiu desenvolver um olhar mais atento para a expografia e para as estratégias de organização espacial em eventos de grande escala. A vivência reforçou a importância da articulação entre curadoria, produção e projeto espacial, demonstrando como decisões aparentemente simples de layout podem influenciar significativamente a forma como uma exposição é percebida pelo público.
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Fotos de vista | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Fotos Viewroom - @rapharechberger | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Fotos Viewroom - @rapharechberger | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Modelagem SketchUp | Prévia do estande | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Modelagem SketchUp | Prévia do estande | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Mesa de apoio "Prisma" | Bettina Heuer | Designers Group Gallery | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Poltrona "Cuba" | Rodrigo Ohtake | Designers Group Gallery | Abril 2026 | SP-Arte 2026
Cadeira "Veadeiros" | Mobília Puro | Designers Group Gallery | Abril 2026 | SP-Arte 2026
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O projeto de equipamentos públicos em Salvador se implanta na encosta na região da Ladeira da Conceição da Praia, costurando cidade alta e cidade baixa por meio de percursos e praças articuladas. O novo mercado se organiza como um volume linear paralelo às curvas de nível, apoiado em pilares que liberam o térreo e garantem a permeabilidade visual e física da paisagem. A implantação propõe platôs de convivência, áreas arborizadas e mirantes que se abrem para a vista da baía, reforçando o caráter público do conjunto e a permanência no espaço aberto.
No edifício do mercado, a estrutura regular define módulos flexíveis para bancas e espaços de apoio, enquanto o fechamento em vidro aproxima o interior da rua e do entorno. O pavimento principal concentra a circulação e as áreas de comércio, conectado por escadas e pela transposição vertical aos níveis de estacionamento e às demais atividades do conjunto. O balcão contínuo, os vãos livres e o beiral generoso contribuem para o sombreamento e a ventilação cruzada, criando um ambiente confortável para uso cotidiano. Em conjunto com o centro comunitário e o teatro, o projeto propõe um eixo público ativo ao longo da encosta, capaz de receber diferentes usos e suprir necessidades ao longo do dia.
A presença do funicular integra e fortalece a lógica geral do projeto. Ele funciona como uma costura vertical que unifica programas diferentes e transforma o trajeto em experiência espacial. Ele amplia a acessibilidade, diversifica os modos de circulação e estrutura uma conexão clara entre mercado, centro e cidade.
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Implantação | Centro Cultural + Teatro + Mercado 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
Corte | Teatro 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
Corte | Centro cultural 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
Planta | Mercado 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
Isométrica de detalhe | Mercado 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
Corte | Mercado 2025.2 | Ladeira da Montanha, 78 - Centro Histórico - Salvador
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O projeto de um teatro flutuante se desenvolve como uma estrutura leve e isolada sobre a água, pensada como presença cênica no meio do vazio. A proposta se concentra na construção de um espaço essencial, onde estrutura, matéria e atmosfera se articulam diretamente com a instabilidade e a abertura da paisagem. A maquete em madeira investiga essa condição por meio de uma composição modular e aberta, em que os planos de fechamento e os elementos estruturais definem um corpo suspenso, permeável e exposto.
A elaboração do trabalho se deu estritamente pela produção da maquete, tomada como instrumento de experimentação espacial e construtiva. Mais do que representar um edifício completamente resolvido, o modelo procura sintetizar a ideia de um teatro sobre a água, explorando leveza, ritmo estrutural e relação com o entorno. O resultado é um objeto que busca expressar a dimensão cênica da arquitetura e sua condição de abrigo provisório, quase perdido no horizonte.
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Maquete | Teatro Flutuante 2025.2
Maquete | Teatro Flutuante 2025.2
Maquete | Teatro Flutuante 2025.2
Maquete | Teatro Flutuante 2025.2
Maquete | Teatro Flutuante 2025.2
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O projeto propõe um edifício cultural de uso público, com implantação que dialoga com o entorno e prioriza eixos de circulação e permanência. A organização espacial é orientada pela ideia de acervo aberto, tanto no acesso físico quanto na disposição do conteúdo, buscando romper com modelos tradicionais de arquivamento.
A estrutura é exposta e didática, assumindo papel central no partido arquitetônico. A planta do térreo é fluida, com espaços amplos e adaptáveis. O acervo se distribui de forma acessível, promovendo aproximação entre público e conteúdo. A isométrica explodida reforça a lógica construtiva adotada.
O projeto busca clareza formal, funcionalidade e potencial de apropriação coletiva.
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Isométrica | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Planta Térreo | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Planta 1o Andar | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Planta Estrutural | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Corte | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Maquete | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
Maquete | Biblioteca + Café 2025.1 | R. Talmud Thorá, 185 - Bom Retiro
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O projeto do conjunto habitacional na Rua Helvetia, 507, em Campos Elíseos, parte da inserção de um edifício vertical em um tecido urbano central consolidado, buscando articular densidade, habitação e relação com a rua. A proposta organiza o conjunto a partir de uma implantação precisa e de uma estrutura regular, que distribui as unidades ao longo dos pavimentos e define uma leitura clara entre circulação, espaços privados e áreas de uso comum. A implantação e o desenho do edifício procuram responder às condições do lote e à escala do entorno, estabelecendo continuidade com a cidade existente.
Por meio de plantas, cortes e vista isométrica, o trabalho explicita a lógica de organização do conjunto e investiga modos de habitar no centro urbano. A verticalização da proposta é acompanhada pela atenção à base do edifício e à sua presença na escala da rua, entendendo o térreo e os acessos como elementos fundamentais de articulação com o cotidiano urbano. Assim, o projeto busca não apenas resolver um programa habitacional, mas também refletir sobre permanência, convivência e inserção da moradia na cidade.
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Isométrica | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos
Térreo | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos
1o Andar | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos
Corte Longitudinal | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos
Plantas base | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos
Corte Horizontal | Conjunto Habitacional 2024.2 | Rua Helvetia, 507 - Campos Elíseos